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Galeão amplia número de voos com retomada da economia

Galeão amplia número de voos com retomada da economia

RIO  –  A concessionária RIOgaleão, que administra o Galeão, começa a recuperar o fôlego.
Embalada na retomada da economia, a empresa superou os principais entraves para a
reorganização societária e a revisão do cronograma de pagamento de outorgas. Agora, vem
ampliando o número de voos, especialmente para Europa e Estados Unidos, e terá voos para
novos destinos, entre eles Dallas, nos Estados Unidos, Assunção, no Paraguai, e até Varsóvia,

na Polônia.

Companhias aéreas que não operam no terminal, como a chilena Sky Airlines e a boliviana
Amaszonas, também desembarcarão por aqui nos próximos meses. O movimento vai resultar

na oferta de 7,3 milhões de assentos na alta temporada (dezembro a março), um crescimento
de 6% ante igual período de 2016.

Parte dos novos destinos é a reativação de operações que foram suspensas em tempos de
crise. Caso da rota Rio-Dallas, que era operada pela American Airlines até o fim de 2013.
Outros são rotas novas, como Rio-Assunção, que será inaugurada em janeiro pela
Amaszonas. No caso de Varsóvia, foi acordado com a polonesa LOT Polish Airlines um total
de 15 voos não regulares entre novembro e março. Há ainda um acirramento da concorrência
em rotas já existentes, como Rio-Lima, que começou a ser operada pela Latam no fim de
outubro. Até então, a Avianca era a única que tinha voos diretos para a capital peruana a partir
do Rio.

Patrick Fehring, diretor da RIOgaleão atribui o aumento do número de voos e das frequências
basicamente a dois fatores. O primeiro deles é a estabilidade do câmbio, que fez o brasileiro
voltar a viajar para o exterior. Dados da Agência Nacional de Aviação (Anac) mostram que a
demanda por voos internacionais de empresas brasileiras cresce há dez meses seguidos,
desempenho melhor que o do mercado doméstico, que avança há sete. Além disso, diz o
executivo, há uma herança dos grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas,
que trouxeram muitos turistas para o Rio e que continuam a despertar interesse pela cidade,

mesmo diante do aumento da violência.

“Há muitos chilenos e argentinos que têm vindo para cá. Se o dólar está alto ou baixo, isso
importa menos. O que inibe o viajante é se a moeda oscila muito. Com o dólar estável, viajar
para fora volta a fazer parte dos planos do brasileiro”, afirma Fehring. A estratégia da
RIOgaleão de reposicionar o aeroporto como porta de entrada e de saída do país também
contribui para o aumento da movimentação de voos e passageiros. De acordo com Fehring,

as conexões domésticas estão sendo ampliadas em 12% este ano.

Quando uma companhia decide criar uma rota internacional, a conectividade é um fator
importante nessa decisão, pois lhe permite redistribuir os passageiros pelo Brasil. Segundo o
executivo, boa parte do aumento da movimentação de passageiros virá de outras cidades do
país, o que tornará o aeroporto menos dependente do mercado carioca.

Serão 29 destinos para o exterior. Ainda assim, o Galeão tem muito espaço para expandir sua
malha. Com as novas operações previstas para os próximos meses, o aeroporto vai atender a
29 destinos no exterior — um a menos que em 2013, ano da privatização. No mercado
doméstico, haverá um leve crescimento no número de cidades atendidas, de 24 em 2013
para 28. Desde que assumiu a concessão, em 2014, a RIOgaleão já investiu R 2 bilhões,
principalmente em melhorias e ampliação de infraestrutura. No entanto, como a economia
entrou em recessão no fim daquele ano, as projeções de movimentação de passageiros não
se confirmaram, e o aeroporto ficou ocioso. Até o terminal 1 foi fechado.

Dilson Verçosa, diretor regional da American Airlines, a retomada da economia brasileira e a
disponibilidade de slots (autorização para pousos e decolagens) do Galeão foram
fundamentais na decisão da companhia aérea de retomar o voo para Dallas em dezembro.
Serão três voos semanais. A American também vai ampliar a frequência de um para dois voos
diários para Miami e passará a usar aviões maiores na rota Rio-Nova York durante a alta
temporada. A empresa, que já teve voos diretos dos Estados Unidos para dez cidades
brasileiras, hoje atende apenas cinco destinos no país. “Vamos quase dobrar o número de
assentos na alta temporada a partir do Rio. Além dos sinais de melhora da economia,
acreditamos que o visto eletrônico dos EUA para o Brasil a partir de janeiro vai reduzir a
burocracia e aumentar o mercado”, afirma Verçosa.

Fonte: Valor

João José Oliveira 17/11/2017

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